O regresso ao equilíbrio e á rotina depois de experimentar novas emoções ou tentar reviver as antigas pode ser tão agradável e securizante como um regresso a casa.
Repetir é a ancora mas inventar é a expressão crítica do nosso comportamento, são novos horizontes, virtuais ou não. Balança sedutora enquanto oscila. Mas é bom saber que a cada oscilação mais se aproxima da sua posição de repouso. Sempre pronta para novos desiquilibrios e desafios
Um pouco de tudo.Livros, viagens, passatempos, pensamentos... Qualquer semelhança com a realidade não é pura coincidencia
segunda-feira, agosto 09, 2010
sexta-feira, maio 21, 2010
Destino: Vuelta del Pirata
Depois do suor e do sangue o regresso tranquilo ao barranco . Antecipo as madrugadas frias e a cor do sol que nasce. O cheiro a pantano e a polvora. O sabor do mate e do assado. Assim,,,sem filosofias.
domingo, fevereiro 21, 2010
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Burn de boats
A necessidade de seguir em frente quando não há alternativas não é um sinal de coragem ou de inteligencia, Apenas conformismo.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
Je ne regrette rien...
Ni le bien que on ma fait
ni le mal...
Poderia ter feito tudo diferente e poderia ter feito tudo na mesma...
Talvez pudesse ter sido um homem diferente mas fui igual a mim próprio...
Poderia ter dobrado mas nunca fui capaz...
Muitas vezes teria sido mais fácil fingir mas a minha ironia nunca foi hipócrita...
Nunca consegui desistir de um desafio ou de me envolver até ao limite...
Para o melhor e para o pior nunca mudei...
Não quer dizer que me orgulhe. Mas tambem não sou capaz de me arrepender de ter sido eu.
ni le mal...
Poderia ter feito tudo diferente e poderia ter feito tudo na mesma...
Talvez pudesse ter sido um homem diferente mas fui igual a mim próprio...
Poderia ter dobrado mas nunca fui capaz...
Muitas vezes teria sido mais fácil fingir mas a minha ironia nunca foi hipócrita...
Nunca consegui desistir de um desafio ou de me envolver até ao limite...
Para o melhor e para o pior nunca mudei...
Não quer dizer que me orgulhe. Mas tambem não sou capaz de me arrepender de ter sido eu.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
De que lado estou?
É normal e muitas vezes induzido. Veja-se um filme americano e todas as técnicas são válidas para nos fazerem identicar com um personagem. Recordemos o sonho do que queriamos ser e é bem possível que nos surja uma figura concreta de um personagem longinquo. Num livro, num jogo de futebol, numa teoria... Penso que vamos crescendo de transfer em transfer. Identificando-nos com aquilo que queremos ser mas permanecendo dentro daquilo que somos.
Hoje foi diferente. Na mesma sala antiga, simbólica e desconfortável, há 30 anos atrás, identifiquei-me com a mudança e enfrentei os vultos negros da tradição e da sapiência. Desde então passei a fazer parte integrante dele. Mas hoje foi diferente
Hoje foi diferente. Na mesma sala antiga, simbólica e desconfortável, há 30 anos atrás, identifiquei-me com a mudança e enfrentei os vultos negros da tradição e da sapiência. Desde então passei a fazer parte integrante dele. Mas hoje foi diferente
quinta-feira, dezembro 31, 2009
quinta-feira, dezembro 17, 2009
Profecias
"Her beauty caused Apollo to grant her the gift of prophecy. However, when she did not return his love, Apollo placed a curse on her so that no one would ever believe her ...".
E assim um nome ficou para sempre ligado á tragédia grega. Um dom que não se sabe ou não se pode usar. Apenas passível de metamorfoses inoperantes. Inútil quer na Grécia espartanna ou na bárbara península.
Só que... a mitologia e a história se repetem em círculos. Inexoráveis mesmo que se tente trocar de imagem, de tempo e de espaço. Um dia, tudo acabará na "tabacaria", deixando apenas no caminho "Esteves" perplexos e sem metafísica:
"Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido."
E assim um nome ficou para sempre ligado á tragédia grega. Um dom que não se sabe ou não se pode usar. Apenas passível de metamorfoses inoperantes. Inútil quer na Grécia espartanna ou na bárbara península.
Só que... a mitologia e a história se repetem em círculos. Inexoráveis mesmo que se tente trocar de imagem, de tempo e de espaço. Um dia, tudo acabará na "tabacaria", deixando apenas no caminho "Esteves" perplexos e sem metafísica:
"Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido."
sábado, dezembro 12, 2009
Relojoaria
É sempre uma descoberta cada ida á Suíça. Mesmo como desta vez em que não saí do hotel do aeroporto de Zurich. A paisagem aérea com os vales e as montanhas que quase limitam a sobrevivência e a comunicação. Os lagos de contos de fadas. A eficiência em tempo certo, sem precipitações nem improviso. Alguns acham-na monótona e triste. Eu sempre preferi a complexidade simples de um relógio mecânico á exuberância de um de pilhas. Não se esgotam e vivem do próprio movimento e da vida.
sexta-feira, novembro 20, 2009
sexta-feira, novembro 13, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
O estado onírico
As pessoas não são aquilo que aparentam. Nem sequer são o que gostariam de ser. São apenas emanações grosseiras ou sofisticadas daquilo que delas queremos que projectem. E assim o terreno fica delimitado para a actuação de um lado.Desnecessária face á voluntária cegueira do outro lado.
Em tempos julguei que haveria vendedoras de miragens. Hoje mesmo soube que sou eu próprio que crio a imagem e a vendedora. E isso é apenas quando não vendo as minhas próprias miragens.
Em tempos julguei que haveria vendedoras de miragens. Hoje mesmo soube que sou eu próprio que crio a imagem e a vendedora. E isso é apenas quando não vendo as minhas próprias miragens.
terça-feira, outubro 06, 2009
Tributos
Há certas obrigações que se pagam com alguma revolta. Vide o IRS no meio deste continuado desbragamento fiscal. Outros com indiferença como uma portagem. Ainda alguns com gosto, como o tomar conta de um amigo. Mas dei comigo ontem, feriado, a comprar queijo magro, feijão verde, formas luso...com prazer. Só depois percebi que estava a pagar o tributo á minha liberdade.
quinta-feira, outubro 01, 2009
Aos dezassete anos acabados de fazer
Viajava-se numa linha aérea canadiana, hoje inexistente, até uma ilha mais pequena e seca que tinha por despojo de guerra uma extensa pista. Depois dormia-se num clube com asas, rádio e atlântico. O serão foi passado no cinema dos bombeiros a ver um filme já nessa altura antigo mas que a memória retém: Barrabás.
No dia seguinte, com alguma sorte, apanhava-se um pequeno avião que mal suportava o peso de um piloto obeso quanto mais dos seis passageiros que o podiam acompanhar desde que não levassem muita bagagem. Aterrava-se depois numa pista de pasto, não antes de uma passagem rasante para afastar as vacas que aí ruminavam placidamente, e atingia-se a ilha maior e mais verde.
Chegou com os olhos deslumbrados e o cabelo ainda rapado pela praxe implacável. No tempo dos Beatles e aos 17 anos este débito capilar parecia inultrapassável.
No entanto, numa das numerosas festas que aproveitavam o natal e o fim de ano, conheceu-a.
Começou a perceber, surpreendido, que para o outro género pouco importava o cabelo de presidiário ou o sotaque diferente e que havia uma linguagem eloquente e universal que passava apenas pelo olhar. E que era possível uma relação que dentro de nós conciliava o desejo físico com aquilo que sonhamos. E o amor brotou com a força e arrebatamento da vegetação que lá existe. Límpido, inconsequente e puro como a água de uma lagoa.
As férias passaram e o regresso pelo mesmo, agora longo, caminho. Antes disso entendeu que o a linguagem dos olhos podia revelar ao mesmo tempo dor da despedida, paixão, satisfação e esperança. Só a ultima verdadeiramente infundada.
Voltou a vê-la esta semana. Muitos anos e muitas vidas passados. Mas o olhar lá estava. Sem recriminações nem esperança. Sem fogo. Mas com o reflexo das suas memórias e um sonho fugaz do que poderia ter sido.
No dia seguinte, com alguma sorte, apanhava-se um pequeno avião que mal suportava o peso de um piloto obeso quanto mais dos seis passageiros que o podiam acompanhar desde que não levassem muita bagagem. Aterrava-se depois numa pista de pasto, não antes de uma passagem rasante para afastar as vacas que aí ruminavam placidamente, e atingia-se a ilha maior e mais verde.
Chegou com os olhos deslumbrados e o cabelo ainda rapado pela praxe implacável. No tempo dos Beatles e aos 17 anos este débito capilar parecia inultrapassável.
No entanto, numa das numerosas festas que aproveitavam o natal e o fim de ano, conheceu-a.
Começou a perceber, surpreendido, que para o outro género pouco importava o cabelo de presidiário ou o sotaque diferente e que havia uma linguagem eloquente e universal que passava apenas pelo olhar. E que era possível uma relação que dentro de nós conciliava o desejo físico com aquilo que sonhamos. E o amor brotou com a força e arrebatamento da vegetação que lá existe. Límpido, inconsequente e puro como a água de uma lagoa.
As férias passaram e o regresso pelo mesmo, agora longo, caminho. Antes disso entendeu que o a linguagem dos olhos podia revelar ao mesmo tempo dor da despedida, paixão, satisfação e esperança. Só a ultima verdadeiramente infundada.
Voltou a vê-la esta semana. Muitos anos e muitas vidas passados. Mas o olhar lá estava. Sem recriminações nem esperança. Sem fogo. Mas com o reflexo das suas memórias e um sonho fugaz do que poderia ter sido.
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